quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CONDESSA ERZÉBET BATHORY: RENASCIDA 2

Eu tentei de várias maneiras deixar esta pintura com um tom envelhecido, mostrando a autoridade do tempo. Bem, o resultado é este. Mais uma imagem da Condessa Sanguinária. E desta vez, acompanhada por membros de uma funesta confraria.

I tried several ways to leave this painting with an aged tone, showing the authority of the time. Well, the result is this. Another image of the Bloody Countess. And this time, accompanied by members of a sinister brotherhood.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ART CULT - MEUS MESTRES DE ONTEM, HOJE E SEMPRE

Sempre há uma referência para cada artista, seja ela inspirada em um momento, um lugar, um tempo qualquer ou um mestre consagrado, cuja obra tenha deixado um toque de aprendizado em seus admiradores. No presente caso, tenho comigo um acervo de grandes ícones da arte do desenho e da pintura, em particular, da Fantasy Art, que tem sempre despertado maravilhas no imaginário daqueles que apreciam, estudam e cultuam esse belíssimo e sofisticado gênero. Para iniciar um pequena galeria, trago comigo dois grandes mestres que tem influenciado meu trabalho durante muito tempo e cuja obra me trouxe conhecimento e inspiração num estudo que me deu muita satisfação profissional. Com o tempo, estarei postando outros mestres que infelizmente, possuem nomes pouco conhecidos aqui no Brasil, apesar de seu trabalho estar sempre na mídia em geral, quando se trata de ilustrações para blogs, tatoos, etc. E nem sempre a autoria de suas artes de impacto são creditadas.

Inciarei com um mestre que veio da Itália para o Brasil nos anos 40 e aqui tornou-se uma celebridade de traço inconfundível, principalmente nas páginas de terror da saudosa Editora Taika. Refiro-me ao meu grande ídolo brasileiro Nico Rosso, já falecido, porém imortal em suas criações, já que ele desenhou um pouco de tudo. E foi através dos inesquecíveis gibis de terror dos anos 60 que me tornei um fã e seguidor de sua arte. Enquanto que nos EUA havia uma campanha contra os gibis devido à caça às Bruxas promovida pelo infame Senador McCarthy, aqui acontecia a idade do ouro dos quadrinhos, principalmente os de terror e mistério. As páginas de Nico Rosso eram plenas de sombra e clima tétrico e o Drácula que ele desenhava era um misto grotesco de Bela Lugosi e John Carradine num traço único, insubstituível, que nem mesmo Gene Colan superaria em Tomb Of Dracula, produção que fez para a Marvel. Eis aqui uma mostra do seu trabalho:


O segundo mestre é simplesmente o "papa" da arte fantástica. Personagens como Conan, Vampirella e diversas imagens fantásticas da Fantasy Art  imortalizaram-se através do pincel de Frank Frazetta, um monstro sagrado dos quadrinhos das revistas Creepy e Eerie e as famigeradas publicações da EC Comics. Frazetta criou uma legião de fãs como eu e artistas inspirados que cultuam sua incrível arte. Feras como Boris Valejo, Joe Jusko e Mike Hoffman com certeza beberam da mesma fonte. Falecido em Maio do ano passado, Frazetta deixou um legado precioso na história da ilustração fantástica, tendo criado praticamente um gênero com seu traço marcante e inesquecível. Aqui vai um pequeno exemplo de sua força criativa:

Frank Frazetta - Auto retrato

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

IN MEMORIAM - JOHN BARRY 1933 - 2011


Dentre todas as artes, o cinema é talvez a minha maior paixão. E desde que comecei a curtir essa, que já foi chamada de maior diversão, o que mais me cativou foi o impacto das trilhas sonoras. Principalmente as dos westerns, que coleciono até hoje, especialmente do meu ídolo maior, Ennio Morricone. Mas, nunca me esquivei de deleitar-me com os maravilhosos scores de Miklos Rosza, Victor Young, Henry Mancini e outros mais. Porém, John Barry foi o primeiro grande compositor de trilhas que eu aprendi a cultuar. E isso foi quando vi um dos meus primeiros filmes na telona, Born Free, A História de Elza. Quando vi vários anos depois Dances With Wolves, principalmente na famosa cena da caçada aos búfalos, John Barry me emocionou novamente com a força de sua música. Como músico, não posso deixar partilhar a sensibilidade da inspiração sonora de um compositor de mão cheia como ele. E Barry sempre me fez sentir a mesma emoção de garoto num cinema dos saudosos anos 60 em cada uma de suas criações. Nascido na Inglaterra, em 3 de novembro de 1933, John Barry ganhou fama como líder do grupo The John Barry Seven, mas foi seu trabalho compondo trilhas sonoras dos filmes do agente secreto mais famoso do mundo que o projetou para o grande público e fez dele um cult entre os cinéfilos.


"Meu nome é Bond, James Bond." Impossível não associar esta frase às trilhas que John Barry compôs para 11 filmes de 007. Sergio Leone disse uma vez que foi a  música de Morricone que deu voz às imagens de seus filmes. Sendo assim, John Barry deu vida a James Bond com seus scores. E suas composições são as melhores de toda a série, tornando-se uma marca registrada, tão forte quanto a imagem de Sean Connery, a ponto de os fãs esperarem a cada pré-produção, uma novíssima e eletrizante trilha composta por ele. Todas são inesquecíveis, mas, GOLDFINGER, THUNDERBALL e a minha preferida, YOU ONLY LIVE TWICE, definiram a característica sonora da série. E John Barry não se limitou a James Bond. MIDNIGHT COWBOY através da belíssima voz de Johnny Mathis é algo que faz parte do meu caminho. E o último e inacabado filme de Bruce Lee, THE GAME OF DEATH, teve uma excelente trilha criada especialmente para ele, tão boa quanto a de Lalo Schffrin em OPERAÇÃO DRAGÃO. Compondo para vários gêneros de cinema, Barry foi o merecido ganhador de cinco estatuetas em Hollywood por suas obras e recebeu o prêmio especial Bafta (Oscar britânico) em 2005. Na tv deixou também sua marca, uma bela música para a inesquecível série PERSUADERS com Roger (007) Moore e Tony Curtis. Sua morte no último Domingo, dia 30 de Janeiro em New York, de ataque cardíaco, causou-me um grande pesar como fã e admirador e trouxe-me uma nostalgia imensa, de um tempo quase imemorial quando ler Seleções do Rider's Digest ou qualquer autor que valesse a pena e até mesmo HQs, ouvindo música de excelente qualidade e trilhas sonoras, em meio à turbulência sessentista do século 20, fazia toda a diferença. Coisa que a breguice nossa de hoje em dia nunca vai saber o que significa. Oh, Deus, dai-me paciência!...
 
God Bless You, John. I'm so happy for you be part of my time... R.I.P.

Eis aqui um belo tributo:
http://www.youtube.com/watch?v=wBkqdorajHY&feature=related