domingo, 27 de março de 2011

SESSÃO INCIDENTAL: O HORROR ITALIANO Parte II



O cinema de horror italiano teve em seu apogeu, durante a década de 60, uma mostra de autênticas obras-primas, cujos diretores notabilizaram-se como os novos mestres do macabro na Europa e no resto do mundo, à semelhança do western spaghetti, com vários filmes lançados ao mesmo tempo: Mario Bava, com La Maschera Del Demonio(Black Sunday), I Tre Volti Della Paura, La Frusta e Il Corpo e Operazione Paura. Antonio Margheritti com La Vergine di Norimberga, Danza Macabra e I Lunghi Capelli Della Morte. Mario Caiano com o assustador Nightmare Castle (Amanti D'oltre tomba) que trazia Barbara Steele num papel tão apavorante quanto a bruxa Asa, em Black Sunday. Massimo Pupilo com 5 Tombe per un medium (Terror: Creatures From The Grave). Thomas Miller com o ótimo La Cripta e L'incubo(Crypt of The Vampire), estrelado por Christopher Lee, a essa altura, uma figura presente em várias produções italianas. E houveram muitas outras produções não menos dignas de citação e nota até a virada da década quando surgiram dois grandes nomes oriundos do westerns produzidos na Itália que mudaram, isto é, expandiram a estética do horror italiano dentro daquilo já vinha sendo apresentado em vários filmes. Dario Argento e Lucio Fulci deixariam sua marca em produções que são aclamadas até hoje. 


Dario Argento tornou-se o nome mais aclamado no horror italiano em sua nova fase e no circuito do cinema mundial. Profondo Rosso, Suspiria, Inferno e Phenomena são filmes que pertencem a qualquer lista de clássicos do horror moderno. E ele mostra influência do velho mestre Mario Bava em alguns momentos, como o uso das cores fortes em vermelho e azul em Suspiria e Inferno. Basta dar uma espiada em I Tre Volti Della Paura de Bava para perceber isso. Sua caraterística maior ficou na violência gráfica em closes e cortes precisos e uma trilha sonora pesada e bem singular, na maioria assinada pela banda Goblin, além de outras do ciclo Heavy Metal como Iron Maiden. Seus roteiros continham enredos bem originais como a triologia das "Três Mães", iniciada com Suspiria e seguida de Inferno e o fraco La Terza Madre, que mostrou os sinais do declínio criativo e da mão segura que tanto caracterizaram sua obra.
SUSPIRIA inaugurou não só uma triologia criativa no horror, mas também firmou o estilo único de Argento.


No tópico final, a obra de Lucio Fulci e outros diretores que deixaram sua marca no horror italiano.

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